A construção das plataformas de produção da Petrobras P-51 e P-52 está sendo percebida como um marco na história da DNV Rio, já que esta é a primeira vez que esse escritório está na liderança de projetos com tal magnitude. Além de fatores importantes como geração de empregos diretos e indiretos e aquecimento da economia nacional, a presença maciça de mão-de-obra local nessas construções contribui para a reativação da indústria naval brasileira e comprova ao mercado internacional que o Brasil tem potencial para competir nessa área.
Os contratos para a classificação das plataformas P-51 e P-52 – assinados em 2004 entre a DNV e a FSTP (Consórcio Technip- Keppel Fels) – consistem na classificação das unidades durante toda a fase de construção até a instalação final na Bacia de Campos. O escopo do serviço, gerenciado pelo departamento Offshore Class (DNV Rio), é igual para as duas unidades e abrange a aprovação dos planos, de acordo com as regras da DNV e requisitos estatutários, bem como o acompanhamento da construção e dos testes de comissionamento. A diferença entre os dois projetos consiste em que o casco da P-52 foi fabricado em Cingapura, no estaleiro Keppel Fels, e trazido para o Brasil para instalação do convés e dos módulos. Já o casco da P-51 foi fabricado na Nuclep, em Itaguaí, RJ.
O pioneirismo na gestão do projeto não pára por aí. A fim de dar maior agilidade ao trabalho, a DNV Rio implantou um sistema eletrônico inovador de registro de documentos que está possibilitando grande economia de tempo nos processos de aprovação de planos. Um banco de dados centralizado, denominado Nauticus Production System (NPS), otimiza o tempo gasto com o manuseio da documentação, acelerando o fluxo de informação entre engenheiros alocados nos estaleiros onde os projetos estão sendo executados (são cinco no Brasil e um em Cingapura) e nos escritórios da DNV no Rio e em Hovik (Noruega).
Com a nova ferramenta, o tempo total para a aprovação de planos sofreu uma redução significativa. Toda documentação emitida pela Technip é processada e registrada automaticamente pela DNV Rio, que, em seguida, emite uma cópia eletrônica para o banco de dados de Hovik. As cartas de aprovação, também em formato eletrônico, são enviadas à DNV Rio, onde são impressas e assinadas.
Eduardo Mezzalira, diretor do projeto, ressalta que, além de oferecer maior rapidez aos processos, o sistema age como um verdadeiro instrumento de integração. "O NPS está tornando a comunicação mais simples e ágil; essa facilidade tem um peso ainda maior nesse momento em que profissionais brasileiros estão à frente do projeto de construção de duas das maiores e mais modernas unidades desse gênero no mundo." Acrescenta ainda que outros benefícios estão relacionados ao controle da documentação, uma vez que o sistema é capaz de armazenar todo o histórico do projeto, tais como dados pendentes, fotos e relatórios emitidos.
Outra singularidade na gestão do projeto pode ser observada nos novos modelos de relatórios, nos quais a DNV disponibiliza, de forma mais detalhada e em tempo real, informações inerentes ao andamento do trabalho e oferece uma visão mais apurada – a partir da análise de uma Sociedade Classificadora – de fatores que possam impactar negativamente no progresso da obra.