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A redução de CO² e de emissões de outros gases do efeito estufa (GHG) é uma questão global. O acordo de Kyoto, regulamentos nacionais e da União Européia foram implantados a fim de reduzir o nível de CO².

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O modo mais eficaz de chegar a um desenvolvimento com pouco carbono é utilizar mecanismos de cadeia de suprimentos em harmonia com mecanismos regulatórios.

Os países que ratificaram o protocolo de Kyoto precisam de mecanismos presentes para serem capazes de cumprir suas obrigações com a redução de emissão de GHG nos vários setores de sua economia (comercial, residencial e transporte). Esquemas como o Esquema de Comércio de Emissões da União Européia (EU-ETS) exigem monitoramento e geração de relatório, verificação de relatórios de emissão, e há multas em dinheiro e potencial para publicidade negativa para as empresas que não obtêm conformidade.

Os regulamentos atualmente são baseados na utilização "dentro do país", mas "a exportação de CO²" via produção em outros países logo será desencorajada pelo uso de estratégias, incluindo taxas de importação de CO². Isso deve ter um impacto nas exigências para gerenciamento de carbono na cadeia de suprimentos.

Clientes, particularmente dos países desenvolvidos, estão começando a exigir que as distribuidoras e os fabricantes forneçam informações para que fiquem informados sobre as decisões de aquisição. A pressão do cliente é sentida mais precisamente no distribuidor, que por sua vez exige informação sobre CO² e conformidade de seus fornecedores.

O cliente e as autoridades exigem que o CO² seja mensurado e relatado de acordo com certos padrões e que tal informação seja verificada.

Existem muitos mecanismos diferentes que podem resultar em redução de níveis de GHG. Resultados favoráveis à redução podem ocorrer através da introdução de esquemas de governança que suportem estratégias da cadeia de suprimentos enquanto atendem a necessidade do cliente de produtos e informações confiáveis sobre o que estão adquirindo. Tais esquemas de governança podem surgir a partir de organizações regulatórias ou através da governança executiva dos principais participantes do sistema de cadeia de suprimentos.

Cadeias de valores globais
O primeiro passo de uma empresa em prol de um gerenciamento de carbono eficaz é focar na redução de suas emissões diretas. Isto inclui a implantação de medidas com custo eficaz e energia eficiente, treinamento, fontes de energia alternativa, além da disposição dos riscos e oportunidades de negócio associados à mudança climática.

Os rendimentos locais, todavia, freqüentemente são somente uma fração do impacto da cadeia total de suprimento de produtos. Por exemplo, a pegada de carbono da Wal Mart é de aproximadamente 20 milhões de toneladas métricas. Mas ao estimar a pegada de carbono de toda a cadeia de suprimento da Wal Mart, ela chega a quase 200 milhões de toneladas métricas. Mas com 13 milhões de clientes na Wal-Mart todos os dias, até o número da cadeia de suprimento parece insignificante. Nos preços atuais do CO², a Wal-Mart então é diretamente responsável por 500 milhões de euros de emissão de CO² e indiretamente responsável por outros 5 bilhões de euros servindo sua base de clientes. O lucro bruto da Wal-Mart em 2007 foi de 50 bilhões e 893 milhões de euros (http://moneycentral.msn.com: Lucro Bruto em dólares americanos: 80 bilhões e 840 milhões).

Cadeias de valores globais são marcadas por um relacionamento de rede complexo, globalmente disperso e dinâmico em que a fabricação, a distribuição e a logística são cada vez mais terceirizadas. Assim, a competição não só surge em relação ao produto final produzido, mas entre os atuantes que competem por suas posições relativas dentro da cadeia de valores. As pressões diretas e indiretas para gerenciar o perfil de carbono da cadeia de suprimento aumentam a complexidade deste desafio.

Gerenciamento de cadeia de suprimento
A avaliação dos fornecedores inclui vários fatores do gerenciamento da cadeia de suprimento, na qual o nível de GHG produzido é um critério de avaliação relativamente novo. A qualidade, a dependência da entrega, o preço e outros fatores continuarão tendo importância para determinar quais empresas são os fornecedores escolhidos. Dado que um fornecedor pode ter vários clientes em competição direta, e que os fornecedores podem ter que competir com empresas que possuem menos regulamentos ou melhores oportunidades de eliminar custos com investimentos, é improvável a existência de um simples mecanismo para promover a redução de GHG.

A implantação de estratégias para eliminação de GHG pode reduzir a exposição de carbono e resultar em economias monetárias reais, ou seja, devido ao aumento da eficiência energética ou menos exposição para taxas relacionadas ao CO². O desafio está em encontrar mecanismos para compensar os custos de investimento no início da cadeia de suprimento que beneficiem os acionistas no fim da cadeia de suprimento. Quase sempre as cadeias de suprimento possuem um custo alto e são difíceis de controlar. Vários escândalos, como os da melamina em comida para animais e tintas com chumbo em brinquedos que não possuem o controle "de fornecedores para fornecedores" ainda é um desafio. Fornecedores e proprietários de marcas atribuem recursos consideráveis para reduzir o risco em todos os estágios de uma cadeia de suprimento através de vários mecanismos de controle.

Os sistemas de gerenciamento utilizados por fornecedores e proprietários de marcas podem ser utilizados para a geração de relatório e a especificação dos requerimentos para gerenciamento de carbono em toda a cadeia de suprimento, resultando em alguma redução de carbono. A redução dos níveis de carbono e dos riscos que estão além de tais níveis precisará de novas configurações para o gerenciamento de cadeia de suprimento, incluindo métodos para colaboração do competidor e gerenciamento de rastreabilidade. O uso de certificação e validação deve estar integrado nos sistemas para assegurar e documentar a base para a geração de relatório de CO² e serem utilizadas em áreas de interesse similares, como a geração de relatório ético e ambiental.

Pressão do cliente e do usuário final
Os clientes querem informação sobre a sustentabilidade dos produtos que adquirem, incluindo informações sobre a pegada de carbono. Os clientes indicam que existe uma disposição para pagar mais por produtos com um rótulo de CO², mas se isso irá refletir em mudanças reais e significativas nos padrões de compra ainda não ficou claro. Como resultado dessas pressões, houve um aumento da atenção prestada ao modo como as empresas promovem seus desempenhos de carbono. As empresas utilizam canais públicos de informação, como GRI e o Índice Dow Jones de sustentabilidade, gerando relatórios para garantirem a sua credibilidade tanto para os investidores quanto para o público em geral.

É um bom negócio garantir que os investimentos em redução de carbono tenham realmente um impacto positivo e que isso possa ser comunicado ao usuário final. O cliente deseja informações confiáveis, como números de redução de emissão de CO² validados.

Um método para oferecer aos clientes informações sobre sustentabilidade de produto é acrescentar a pegada de carbono real ao produto final. Todos os estágios da produção devem ser avaliados em uma perspectiva de ciclo de vida, que é quase sempre um exercício complexo. Essa complexidade é sentida com mais força pelos proprietários de marcas e distribuidoras que precisam calcular e validar um grande número de cadeias de valores, particularmente aquelas em que os fornecedores mudam ao longo do ano, por exemplo, produtos alimentícios sazonais. Outros métodos de oferecer aos consumidores tal informação, talvez através da marca, podem ser alternativas para atender às necessidades dos clientes.

O custo com abatimento de CO² e tecnologia
O foco inicial da redução de CO² tem sido a energia e as indústrias de manufaturas. Essas indústrias são áreas de foco importantes, mas são responsáveis por menos de 50% do potencial total de abatimento de baixo custo. As outras oportunidades para abatimento de baixo custo são fragmentadas entre os setores e regiões e exigirão um sistema eficaz e orientado para a cadeia de suprimento global. A tecnologia para reduzir emissões da cadeia de suprimento está disponível e cerca de 70% das possíveis alternativas para abatimento de baixo custo utilizam tecnologias conhecidas.

Ao analisar o custo marginal positivo (Mapa Climático Vattenfalls Climate 2030) da implantação de tais tecnologias, parece ser somente uma questão de desenvolver tais medidas. Várias empresas estão aproveitando tais oportunidades, mas uma grande parte não está, mesmo diante de benefícios claros.

Este atraso de implantação pode ser explicado por fatores internos da organização. Para colocar de uma maneira mais simples, em muitas organizações, as pessoas que pagam as contas de energia não estão fazendo decisões de capital, e as pessoas que fazem decisões de capital não estão pagando as contas de energia. Se os investimentos são aplicados em um departamento, mas os retornos são observados em outro lugar, um importante agente de melhoria para melhorias intensivas de investimento fica faltando. Este problema é ampliado quando aplicado à cadeia de suprimento, na qual os obstáculos da implantação são muito maiores, necessitando cruzar ambas as empresas e geografias.

A implantação de novas tecnologias para reduzir GHG possui um custo que geralmente é assumido por uma única entidade ou etapa da cadeia de suprimento. Para utilizar com eficiência as alternativas mais econômicas para abatimento de CO², o foco deve estar nos melhores métodos para promover implantações eficazes de soluções tecnológicas aliadas às oportunidades para melhoria de CO² ao longo de toda a cadeia de suprimento.

Os países devem estabelecer estratégias, instituições, políticas, regulamentos e mercados de carbono que conseguem oferecer a todas as economias incentivos para a aplicação de práticas e tecnologias inovadoras que conseguem reduzir os GHGs ao longo da cadeia de suprimento. Deve-se evitar ficar preso a investimentos intensivos de carbono.

Rumo à harmonização da cadeia de carbono
A maneira mais eficaz de atingir o desenvolvimento com pouco carbono é utilizar mecanismos da cadeia de suprimento em harmonia com mecanismos regulatórios. O comprador pode ajustar os padrões de desempenho e requerimentos para produtos das indústrias de energia combustíveis enquanto os mecanismos regulatórios promovem o uso e o desenvolvimento tecnológicos ao longo das cadeias de suprimento globais.

Clientes, governos e acionistas das cadeias de valores desempenham papéis no desenvolvimento otimizado de mecanismos de redução de CO². As autoridades precisam alinhar os regulamentos para cumprir as reduções de GHG da cadeia de suprimento internacional, olhando para além das fronteiras nacionais e regionais. Os distribuidores e fabricantes precisam assegurar que seus desempenhos de CO² na cadeia de suprimento sejam visíveis e confiáveis para os clientes.

Padrões que possam ser utilizados no mundo todo precisam ser desenvolvidos, seguindo os mecanismos conhecidos da ISO, da Codex e outras organizações de padronização internacional. Os dados fornecidos pelos agentes da cadeia de suprimento precisam ser validados por partes independentes a fim de assegurar a conformidade e a credibilidade.

Um sistema internacional em que os investimentos possam ser creditados para onde a redução ocorre estimulará a adoção e o desenvolvimento tecnológico, possivelmente capacitando mecanismos do "esquema de comércio" de CO² dentro da cadeia de suprimentos. O desenvolvimento tecnológico aliado a clientes e incentivos industriais é essencial quando os esforços para reduzir os níveis de CO² da cadeia de suprimento são bem-sucedidos.

Tendências e agentes relacionados a Carbono & Sustentabilidade na cadeia de suprimento:

  • Impactos sobre o valor de negócio

  • Na Pesquisa Top of Mind 2008 da CIES, a Sustentabilidade ficou em primeiro lugar entre as prioridades dos CEOs para Alimentos & Bebidas.

  • As questões ambientais, incluindo a Mudança Climática, representam o maior impacto sobre o valor do acionista segundo CEOs pesquisados pela McKinsey (novembro de 2007).

  • O GHG representa uma parte cada vez mais importante da sustentabilidade geral

  • Avaliações utilizadas para informações de investimento:

ClientesDistribuidorMarcaLogísticaOEMMatéria-prima
  • Conscientização pública
  • Demanda crescente por produtos sustentáveis
  • Deseja ser informado e quer contribuir com a redução de CO²
  • Seleção de Produto,
    como aquisições, por exemplo
    criação de política/produto
  • Etiquetagem: FSC: MSC: sem GM
  • Comunidades locais:
    Bons vizinhos?
  • Gerenciamento de resíduos: embalagem/
    sacos de lixo
  • Marcas em risco
  • Marcas de produto direcionadas aos clientes
  • Marcas corporativas para
    clientes
  • Milhas alimentícias
  • Congestionamento
  • Poluição
  • Criação de produto/análise de ciclo de vida
  • Embalagem
  • Produto e remessa
  • Gestão de processamento de resíduos
  • Emissões
  • Eficiência
  • Contaminação do solo e da água
  • Biodiversidade
  • Gerenciamento de resíduos

Aumento de medidas políticas

  • Regulamentos, captações

  • Taxas sobre emissões e consumo de energia

  • Subsídios para novas tecnologias

Tecnologias essencias permitindo o gerenciamento de carbono na cadeia de suprimento:

Surgimento da MaturidadeEmergindo
Tecnologias para redução de CO²
  • Materiais de construção com eficiência energética
    (janelas, isolamento)
  • Bombas de calor/utilização de calor do incinerador
  • Sistemas de controle
  • Primeira geração de biocombustíveis
  • Motores eficazes
  • Aparelhos eficientes
  • Baixos refrigerantes GWP
  • Algumas fontes alternativas de energia
  • Células de combustível
  • Células de hidrogênio combustível
  • Segunda geração de biocombustíveis
  • Armazenamento de carbono
  • Baterias eficientes (carro)
  • Fontes de energia alternativas
Tecnologias de monitoramento SC
  • Sistemas de informação eletrônicos
  • Etiquetagem/sistemas de rastreamento (RFID)
  • Monitores de utilização de energia
  • Sensores de temperatura
  • Sensores de monitoramento ambiental integrados
  • Rastreamento de posição e qualidade


marginal cost of abatement (Climate change)

Autores: Sigrid Brynestad and Christer Farstad.

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